blog

Investimentos globais voltam a crescer em 2026: seu município pode sair na frente

Entenda como o avanço do Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil abre uma janela de oportunidade única para as cidades e por que profissionalizar a abordagem ao mercado internacional é um importante caminho nesse processo.

O Relatório Mundial de Investimentos da ONU de 2026 trouxe um dado que deveria acender o alerta de qualquer gestor público: o Brasil consolidou-se em 5º lugar entre os maiores destinos mundiais de Investimento Estrangeiro Direto (IED).

Enquanto os países desenvolvidos tiveram um crescimento de apenas 2%, os países em desenvolvimento saltaram 11%, atraindo US$ 901 bilhões do capital global. No Brasil, os investimentos foram principalmente para os setores de energia renovável e recursos naturais.

Pensando em atração de investimentos, é sempre válido ressaltar: o investidor estrangeiro não investe no “país” de forma abstrata, ele investe no município. E as cidades que começarem a se estruturar agora terão mais condições de atrair essas empresas.

Competição acirrada exige maior preparação

O relatório aponta que em 2025 os países adotaram um recorde de 229 medidas de política de investimentos, mostrando que os governos passaram a ser mais ativos na atração de investimentos. Na prática, isso significa que a competição por atenção do mercado tende a ser cada vez maior.

A própria ONU alerta: para competir por esse capital global, os países e governos locais precisam ter mecanismos mais eficientes na facilitação de entrada de investimentos, entre eles: infraestrutura confiável, mão de obra qualificada, desenvolvimento de fornecedores e mercados regionais capazes de tornar os projetos mais atrativos. 

1. Modernizar o ambiente de negócios e instrumentos jurídicos

Nenhum investimento sai do papel em um cenário de incertezas. Tornar o ambiente competitivo significa melhorar os instrumentos jurídicos locais, agilizar os processos de abertura de empresas e garantir que a regulação municipal ofereça segurança jurídica e previsibilidade para quem vai aportar o capital.

2. Preparar a infraestrutura e a cadeia de fornecedores locais

O investidor estrangeiro quer facilitação real de entrada. Na mesa de negociação, o que conta é o que o município constrói no dia a dia:

  • Ter uma infraestrutura logística e energética confiável;
  • Identificar e corrigir as lacunas nas cadeias produtivas locais;
  • Mapear e desenvolver fornecedores regionais capazes de tornar o projeto viável.

3. Profissionalizar a abordagem ao mercado internacional

Ir atrás do investidor estrangeiro demanda uma leitura clara de por que aquele investimento está acontecendo e como o seu município está apto a recebê-lo. Isso exige a construção de parcerias estratégicas para colocar a cidade no radar:

  • construir pontes com escritórios internacionais de governos estrangeiros no Brasil;
  • conectar-se ativamente com as câmaras de comércio bilaterais;
  • transformar participações em eventos e recepções de comitivas em reuniões de negócios reais.

O risco de não aproveitar essa onda de oportunidades

Municípios com processos lentos, sem leitura de suas próprias vocações locais e sem uma estratégia clara de abordagem continuarão assistindo aos investimentos globais irem para as cidades vizinhas.

Participar de eventos ou receber comitivas internacionais não pode ser apenas para tirar fotos em redes sociais. O objetivo final deve ser sempre técnico: alimentar um funil de prospecção ativo e converter o interesse em contratos assinados e empreendimentos sendo inaugurados.

Perguntas frequentes sobre Atração de Investimentos Estrangeiros (IED)

O que é o IED e por que ele importa para o meu município?

O Investimento Estrangeiro Direto acontece quando uma empresa internacional decide colocar capital para criar ou expandir um negócio em outro país. Para o município, isso significa a chegada de novas fábricas, centros de distribuição ou usinas, gerando empregos qualificados e arrecadação sem aumento de impostos.

Como a prefeitura pode iniciar o contato com empresas internacionais?

O caminho mais eficiente é através de parcerias institucionais com as câmaras de comércio bilaterais (como as câmaras Brasil-Alemanha, Brasil-China, etc.) e com os escritórios comerciais de embaixadas estrangeiras instaladas no Brasil. Elas são a porta de entrada para o mercado global.

Basta ter incentivos fiscais para atrair o investidor estrangeiro?

Não. O investidor global prioriza fatores estruturais e institucionais. Elementos como agilidade administrativa, infraestrutura confiável, mão de obra qualificada e segurança jurídica pesam muito mais na balança de decisão do que apenas benefícios fiscais isolados.

Como a Directpar apoia a gestão pública nessa captação?

A Directpar atua na estruturação da estratégia do município: desde o diagnóstico da vocação econômica local, passando pela capacitação das equipes, até a ponte e interlocução direta com câmaras de comércio e tomadores de decisão do mercado privado.

Se você é prefeito(a), secretário(a) ou atua na equipe de desenvolvimento econômico do seu estado ou município, a pergunta é: sua cidade está pronta para receber o capital global?

A Directpar pode apoiar seu estado ou município a:

  • desenhar uma metodologia clara de atração de investimentos;
  • mapear setores prioritários para prospecção;
  • conectar oportunidades com investimentos reais.

Quer conversar? Envie uma mensagem para a equipe da Directpar e solicite um diagnóstico inicial da sua estratégia de atração de empresas.